Bondade e Deus - intrínsecos?

terça-feira, junho 13, 2017



 
wp
O que é bom?

Isso é subjetivo, se analisarmos de forma ‘seca’. Se analisarmos um conjunto, disposto numa sociedade, veremos que ela tem padrões para bondade, comportamentos aceitáveis – ou normas de trato social. Por exemplo: no Brasil, estupro é condenável; em países do Oriente Médio é tanto faz como tanto fez. No Brasil, a palavra da mulher basta para alguém ser considerado estuprador; nos EUA não, pois são analisadas todas as provas antes de alguém ser condenado. Varia.

Mas o que leva um sujeito a ser bom? Não cometer crimes, dar bom dia para os vizinhos? Para este texto, usaremos isso como pressuposto. Vamos analisar dois sujeitos, que são ‘bons’.

O primeiro sujeito acredita em Deus, é católico, vai na Igreja, reza o Rosário, tem uma família amorosa e etc., mas, porque ele é bom? Obrigação, para não ir para o Inferno? Deus o influencia? Ou ele é bom mesmo?

Nessa questão há vários pontos de vista. Pode ser obrigação, afinal, ninguém quer queimar no inferno. Pode ser Deus ‘iluminando’ o caminho deste sujeito. Ou ele pode simplesmente ter uma boa criação e ser bondoso. 

O segundo sujeito não acredita em nada, tem uma família amorosa, teve uma ótima educação. Mas porque ele é bom? Desta vez não temos Deus na jogada (desculpa Deus, agora tu volta). Se ele não acredita em Deus, o que faz ele ser bom? As normas de trato social? Ele é bom?

Esse sujeito tem uma análise diferente: para alguém que crê em Deus, pode ser Deus o guiando. Para quem não crê, ele pode ser naturalmente bom.

Esses dois sujeitos tem um paralelo: eles podem ser bons por medo de algo – inferno ou leis – ou podem ser apenas sujeitos bons.

Mas existe alguém naturalmente bom?

Se formos olhar pela política, pela ótica Socialista, o homem é naturalmente bom. Pela ótica Conservadora, o homem é naturalmente mau mas pode ser salvo por Deus – veja bem: há um achismo na direita que todos acreditam em Deus, agora como que alguém que não acredita em Deus possa se transformar em alguém bom não é respondido, ou seja, voltamos para o Sujeito Dois.

Eu acredito que Deus influencia a todos nós, independentemente da crença (não, não é mesmo quando tu jogas The Sims). Porque? Johnny Ramone, em sua autobiografia, diz que foi como se Deus tivesse falado com ele, antes dele desistir de tudo – e ele não era alguém que se preocupava com Deus. E pela minha experiência própria, obviamente.

Mas acho que nascemos bons e, por nossa própria escolha, somos corrompidos ou não pela sociedade; mas isso pesa uma série de fatores, como onde a pessoa vive, como ela foi educada. Afinal, temos um caráter que é formado na infância e sempre pudemos fazer nossas próprias escolhas.

O que quero dizer é que: acreditar em Deus não te faz uma pessoa boa – um traficante vai na Igreja, mas ele não é uma pessoa boa –, assim como seguir leis por obrigação não te faz uma pessoa boa – tu precisas saber o porquê matar é errado, porquê roubar é errado.

Saber o que é certo e errado, saber o porquê tal conduta é errada e tentar ser pessoas melhores, agindo de forma correta – não só por agir, ou por medo -, nos diferencia de um amontoado de....

Obrigada ao Batan e ao Cabeça de Bigorna por responderem as minhas perguntas acerca disso.

You Might Also Like

0 comentários